Descartatau, William Teca

Descartatau é o mais novo projeto da editora Urso + editora Zouk sobre literatura e carnaval!⠀

Em 1975, o Catatau, romance mais importante de Paulo Leminski foi lançado. Junto com ele, vieram para o Brasil Descartes, a filosofia e William Teca, escrevendo uma dissertação sobre a obra de um dos mais importantes poetas neoconcretos brasileiro e suas influências. Usando um texto que relaciona o conceito de carnaval, Nietzsche, pastiche, Leminski e tudo o que há de mais brasileiro, Descartatau une grandes referências da estética europeia a um pensamento genuíno, alegre e sem compromisso com as regras.⠀
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Descrição

O projeto

Conta-se uma lenda de que os medievais tinham desprezo ao riso.

Esse desprezo era devido ao fato de que indicava loucura e era uma deformidade: quem ri possui seu rosto desfigurado para que a gargalhada aconteça.

Mas, para nós, filhos da ultracontemporaneidade, a troça é o modus operandi da vida. Qualquer tentativa de vida sem riso se encaminha algum tipo de problema. É justamente isso que nos aponta William Teca em seu Descartatau: Vida, criação e linguagem só podem ser remendos dos velhos modos. A partir de uma leitura bastante esmiuçada da obra de Leminski, Teca levanta duas propostas: de que toda a proposta de linguagem é um pastiche e que todo pastiche é uma dessacralização carnavalizadora.

Nossa sociedade vive o pastiche assiduamente: diariamente temos ao longo da internet a música eletrônica fazendo remixes e músicas sampleadas em prol de outras músicas, como os estilos já bastante conhecidos como vaporwave e lo-fi. Os cinemas são repletos dos easter-eggs como referências a outros filmes ou mídias que são coerentes ou influentes aos trabalhos. Em verdade, as artes e a cultura têm vivido isso constantemente e nos trabalhos textuais como filosofia e literatura foi e é usado de forma incansável.

Diante disso, é evidente que Leminski foi desses que quis fazer pastiche também. Fez pastiche de Rosa, de Joyce, de Pound, dos concretos, de Descartes, de Guilherme de Ockham, dos japoneses e de todo mundo que ele gostava e desgostava. Contudo, ele está longe de ser entendido como um monge copista ou um poeta daqueles que não tem grande criatividade. Em verdade, a dissertação de Teca se concentra justamente nesse aspecto: de que a capacidade de influência dada pelos escritores admirados por Leminski jamais o confinaram a ser um literato mediano ou de pouca envergadura e sim o fizeram como transgressor que ressignifica a tradição. De forma muito bem exposta, Teca vê na concepção de polifonia de Bakhtin o segredo que faz de Leminski um poeta que na sua capacidade de degradação ou de parodização de certos temas esteja, em verdade, abrindo a possibilidade para um maior nível de sentidos ou polissemias para com a palavra, gerando sentidos novos em relação aos antecessores. São, literalmente, muitas vozes, e todas agregadas são capazes de promover uma novidade: uma criação poética única e singular.

É, literalmente, uma festa.

A análise

Por mais que muitos autores como Décio Pignatari e Wilson Martins vejam nas posições de Leminski um superlativo narcísico, William Teca nota que, pelo contrário, esse engrandecimento é munido de uma vontade de diferença que pretende demarcar maneiras outras de percepção estética. Não se trata meramente de perverter e adquirir novos sentidos, mas certamente de obter um novo mundo, assim como cartesiano em terras da América. Em meio ao riso, há uma tristeza que leva à busca pelo fim da seriedade. O carnaval se põe para além do desvio, sim como resistência ao canônico, o habitual, embotado, propriamente triste porque sempre se faz repetitivo. Essa preocupação na dissertação é muito presente ao apontar questões como o etos, a cosmologia e a dialética entre Apolo e Dioniso. É mais do que fabricar arte: é fabricar um mundo completamente outro. Nietzsche certamente não aparece enquanto filósofo arbitrário ao longo do processo de exegese: Leminski demanda uma vontade de mundo que se reflete na configuração de um sentido total e particular de tal forma que, assim como o Nascimento da Tragédia, é necessário a singularidade e o caos da universalidade para justificar a premissa de um pastiche perverso, ou ainda do carnaval que abre margem para o riso e as festividades (tipicamente dionisíacos, diga-se de passagem).

O Livro

Brochura com papel pólen em tamanho 16x23cm

O leitor irá se deparar com uma das dissertações de mestrado mais agradáveis de ler que já se teve notícia: A preocupação por parte do autor em transformar as referências em notas de rodapé, agregar suas citações ao corpo do texto junto com frases curtas e parágrafos breves, auxiliam no entendimento do problema sem perder o rigor e a erudição que percorre a exegese de Leminski.

Descartatau sabe unir com êxito os problemas da ordem filosófica sobre a constituição do mundo e do objeto artístico bem como tratar sobre o caráter irônico e perverso de um dos autores mais relevantes da poesia contemporânea nacional.

Recompensas

Além de recompensas pensadas justamente na carnavalização, vale ressaltar que muitos dos kits disponíveis acompanham o direito ao Webnário Captatio Benenvolentiae, um bate papo com o autor sobre o livro. Esse webnário será online ao vivo via sympla, e exclusivo para os apoiadores do projeto em algumas recompensas. Após a finalização do projeto, com os livros já tendo sido enviados, o webnário será marcado e os apoiadores receberão convites para o evento gratuitamente.

Como apoiar?

O Catarse é uma plataforma de financiamento coletivo. Essa página é uma parceria entre a Urso a Zouk e a plataforma. O processo é muito simples: você apoia o projeto e contribui para fazê-lo existir no mundo!

Em troca, nós pensamos em várias recompensas interessantes. Você pode escolher de acordo com o seu gosto e também a forma de pagamento (se boleto ou cartão).

Para ver as opções, basta olhar os cards ao lado e escolher o seu >>>>

ou acessar a aba “recompensas”.

Este projeto é flex e portanto as recompensas escolhidas serão enviadas, porém a data da campanha será indefinida por enquanto. No entanto, ao atingir os 100% iremos definir a data de encerramento e finalizar a produção para entrega dos livros.

Por isso, nós precisamos muito do seu apoio. Sem ele, o projeto não acontece 🙁

Então… vamos chamar os amigos e apoiar! ♥

Autor

William Teca é mestre em literatura pela Universidade Federal do paraná (UFPR), e teve seu título conquistado com a dissertação aqui apresentada.

Nascido em Curitiba em 1975, faz parte de uma velha guarda. É principalmente poeta, mas sua prosa é igualmente contemporânea e ácida. Já teve seus textos publicados em veículos de prestígio como o jornal Cândido e O Relevo (ambos de distribuição nacional), além disso tem três livros publicados; Sinistros Insones (2017, poesia, Urso), Meia com Amargo (2020, poesia, Kotter Editorial) e Dois Contos (2020, prosa, BuruRu).

Mantem o blog de Literatura, crítica e tradução Sinistros Insones e também o de poesia chamado Segue o baile.

Coordenação editorial

Tarik Vivan Alexandre é mestre em filosofia pela UFPR e investe na pesquisa de teoria da literatura em consonância com o pensamento filosófico a partir de Marcel Proust. É editor da revista virtual Tudo éX Texto onde também assina a coluna Inutifilia. Tem a publicação da tradução de poemas clássicos japoneses Jûsan’nin Isshû – treze poemas do Ogura Hyakunin Isshû (financiado aqui no Catarse), traduzido por Vladine Barros e o livro H. H. Holmes, o primeiro serial killer da América (ainda aberto para apoios aqui no Catarse) sob sua tutela editorial. Também oferece seus serviços de revisor e parecerista na Laboralivros.

Urso + Zouk

Urso (irmã mais velha da BuruRu) é uma empresa incubada pela Laboralivros. Tem como proposta a publicação e divulgação de trabalhos voltados às áreas artísticas e demais ramificações das ciências humanas. Dentro desse espectro, realizamos publicações de traduções, poesia, ensaios, teses e dissertações com propostas culturais e estéticas a fim de auxiliar na divulgação destes trabalhos.

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Zouk não é uma editora por acaso, nós acreditamos que o livro é uma forma de inclusão e de desenvolvimento da sociedade. O respeito ao conteúdo e o empenho em cada título que lançamos reforça a nossa missão de contribuir com a visão crítica e opinião dos nossos leitores, questionando o que vivemos a partir da realidade. Nós vemos o livro como uma ponte para um mundo feito por pessoas com mais acesso a cultura, preparadas para o diálogo e a construção. Quem se dedica a ler um livro nunca termina a leitura da mesma forma como começou, um livro aberto é sempre uma porta para o novo.

Orçamento

Catarse 13%

Impressão 38%

Serviços editoriais 18%

Recompensas e envios 25%

Marketing 6%

Avaliações

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