Descrição
Um mergulho nos contos e imaginários da Coreia tradicional
Tradução e edição inédita da Laboralivros — selo BuruRu
Muito antes da Coreia moderna — urbana, tecnológica e global — existia um mundo povoado por sinos que falam, animais que recompensam ou castigam humanos, espíritos das montanhas, reis atentos aos presságios e aldeias onde o tempo parecia obedecer a outras regras.

Em Contos encantados do reino de Joseon, William Elliot Griffis reuniu 26 narrativas tradicionais coreanas, registradas no final do século XIX, quando o país ainda era conhecido no Ocidente como o Reino Eremita. Transmitidas oralmente por gerações, essas histórias revelam uma Coreia anterior à ocupação estrangeira e à modernização acelerada — um território simbólico onde o cotidiano e o sobrenatural convivem sem fronteiras rígidas.
Publicada originalmente em inglês em 1922, a obra ocupa um lugar singular: não é apenas uma coletânea de contos, mas um retrato sensível do imaginário popular coreano em um momento decisivo de sua história.
Trazer este livro ao português é mais do que apresentar histórias curiosas.
É preservar um universo narrativo inteiro.

Os contos reunidos em Contos encantados do reino de Joseon transitam entre fábulas, lendas e narrativas morais, combinando humor, estranhamento, melancolia e encanto. Animais falantes, entidades sobrenaturais, viagens no tempo, punições inesperadas e recompensas mágicas surgem como parte natural da vida cotidiana.
Embora muitas dessas histórias dialoguem com o que o leitor ocidental reconhece como “contos de fadas”, elas seguem uma lógica própria da tradição coreana. O sobrenatural aqui é ambíguo: pode ser protetor ou cruel, cômico ou trágico, sempre ligado à paisagem, às estações e às relações humanas.
São narrativas pensadas para circular entre gerações — histórias que divertem, ensinam, advertem e preservam memória cultural.
A edição da Laboralivros

A edição brasileira de Contos encantados do reino de Joseon integra o selo BuruRu, da Laboralivros — dedicado a obras de entretenimento, descoberta cultural e resgate de narrativas raras.
Este volume resulta de um trabalho editorial cuidadoso, que inclui tradução integral para o português, atualização de romanizações para o coreano moderno e notas culturais. O texto também foi traduzido pensando no leitor jovem, deixando a leitura mais fluída mas sem retirar as marcas de seu tempo.
Esta edição pode ser lida por crianças a partir de 11 anos, jovens e adultos. Os contos não são infantilizados: mantêm a complexidade moral e simbólica da tradição oral, tornando a leitura igualmente instigante para leitores mais experientes.
Projeto gráfico e ilustrações

A edição brasileira adota um visual retrô, em diálogo direto com a época de publicação original da obra.

O livro recupera as oito ilustrações originais, originalmente impressas em estilo monocromático, reproduzidas em preto, branco e laranja. A capa (com verso colorido) também segue essa proposta visual, evocando livros ilustrados do final do século XIX e início do século XX, com foco em textura, contraste e legibilidade.





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