Animação japonesa, de 1907 até 1999, de Viktor Danko

O projeto

Ao pensar em animação japonesa “clássica”, é inevitável que venham à mente nomes como Osamu Tezuka, Katsuhiro Otomo ou Hayao Miyazaki e suas consagradas obras, como “Astroboy”, “Akira” e “A viagem de Chihiro”, com suas cores e animações de movimentos impecáveis, que se destacavam em meio à produção ocidental.

Muitos acreditam que a base da animação japonesa teria sido a animação ocidental. No entanto, como poderiam ser tão diferentes? Essa impressão é mesmo verdadeira?

É o que o livro “Animação japonesa: de 1907 até 1999” pretende dizer, ao trazer uma análise histórica e cultural da animação japonesa desde seus primórdios.

Durante as pesquisas para a dissertação de mestrado, focado na produção de Hayao Miyazaki, Viktor Danko percebeu que o cinema do diretor é formado de diversas referências que ele teve durante sua vida. Por isso foi necessária a realização de uma pesquisa histórica sobre os princípios da animação no Japão, pois só assim o autor poderia entender mais acerca do cinema de Miyazaki.

Assim nasceu a ideia do livro que iria trazer toda essa pesquisa necessária para entender as raízes de diretores aclamados da atualidade, como é o caso do próprio Miyazaki e de tantos outros.

O livro se inicia nas artes tradicionais japonesas e caminha em direção ao cinema animado, abrindo novos horizontes no que diz respeito às narrativas e às técnicas utilizadas nas obras feitas no Japão durante todo o seu desenvolvimento. E não só isso, mas também acontecimentos históricos – como a Segunda Guerra Mundial – que tiveram impacto gigantesco na maneira de fazer arte em todo o mundo também estão presentes a fim de podermos entender a maneira como isso influenciou obras posteriores durante toda a segunda metade do século XX até sua chegada ao Brasil.

A PRÉ-ANIMAÇÃO:
A INSPIRAÇÃO NA CULTURA E TRAÇOS DE OBRAS CLÁSSICAS

Muito antes de sequer existir a ideia de projetar imagens em sequência para dar a ilusão de movimento, existiam expressões como o tradicional emakimono (pergaminhos) e o Ukiyo-e (xilogravuras), que foram as bases estéticas para a criação do mangá moderno e que, por sua vez, têm um relacionamento íntimo com as animações japonesas televisivas. Algumas dessas obras mais antigas têm grande importância para o povo japonês, como, por exemplo “O pergaminho dos contos de Genji” (Genji no monogatari emaki) e “Os Pergaminhos dos Animais Dançantes” (Cho jibutsu giga).

A PRIMEIRA ANIMAÇÃO

1907 seria o ano da mais antiga animação encontrada no Japão: uma fita de 35 mm com apenas 50 frames conhecida como Katsudô Shashin.

A partir de então, autores considerados pioneiros da animação japonesa – Oten Shimokawa (1892-1973), Junichi Kouchi (1886-1970) e Seitaro Kitayama (1888-1945 – começam a ter destaque a partir da forma como lidam com suas obras; as maneiras e as técnicas que cada um desenvolve para criar e as influências ocidentais literárias e cinematográficas podem ser notadas.

PERÍODO PRÉ-GUERRA E PÓS-GUERRA

Assim como na literatura, o cinema e a animação japonesas foram fortemente influenciados pela propaganda imperialista, tendo efusiva produção nipônica em que contos folclóricos eram muito utilizados para passarem os valores japoneses às pessoas.

Também é abordado como a Segunda Guerra Mundial influenciou as narrativas e as técnicas animadas, além do aprofundamento a respeito do cinema de animação propagandista, com obras como “Momotarô, a Águia do Mar” (1942), este sendo considerado o primeiro longa-metragem animado feito no Japão.

No pós-guerra, a ocupação americana afetaria fortemente a cultura japonesa, o que seria facilmente percebido em sua produção gráfica (jornais, revistas, mangás). Essa influência, a escassez de papel e as novas políticas econômicas foram grandes divisores de águas no que diz respeito à maneira como essas obras animadas se apresentavam.

ANOS 70 E 90: O OCIDENTE COMEÇA A CONHECER A ANIMAÇÃO JAPONESA

A popularização da cultura japonesa no ocidente acontece, indubitavelmente, graças à animação. Nesse momento, o autor sai um pouco do tema central de cinema de animação para a animação seriada.

Diferente do Ocidente, as técnicas de animação japonesas apresentavam qualidade superior, em especial com relação às animações de séries.

Não é à toa que alguns dos melhores desenhos dos anos 80 eram animados em estúdios japoneses, como “O pequeno príncipe” ou o famoso “Thundercats”.

A partir de então, várias “ondas” de animações japonesas (desta vez não só animadas, mas também criadas e produzidas no Japão) começam a tomar o mundo, chegando também ao Brasil.

Esse projeto de livro é um trabalho inédito no âmbito da pesquisa sobre animação no Brasil. Ele se propõe a ser um ponto de partida a diversos pesquisadores que carecem de material e querem concretizar suas pesquisas, mas também é direcionado ao público que se interessa e gosta de cultura japonesa.

Aqui você encontrará diversos materiais que poderiam passar despercebidos, sob um olhar histórico de um pesquisador que passou anos pesquisando essas obras animadas.

Existe muito a ser explorado no universo das animações nipônicas. Por que não começar pelo início de tudo?

A previsão do preço de venda do livro é de no mínimo R$ 50. Aqui no Catarse, o livro está com o valor de R$ 38 e de R$ 32 (na primeira semana). O livro terá o tamanho de 14×21, capa colorida e ilustrações internas coloridas.

Venha conferir as recompensas especiais que acompanham o livro:

Kit surpresa Laboralivros: Um kit montado com 6 (seis) itens surpresa que podem ser pôsteres, adesivos, marcadores, imãs.

Imã Kumo to Tulip: Imã de geladeira de 8×5 cm com imagem do filme Kumo to Tulip.

Marcador Katsudô Shashin: Marcador em papel triplex 300 g colorido frente e verso com uma das famosas linhas de filme da considerada primeira animação japonesa.

Totebag Animação Japonesa: Uma totebag de 25×30 sublimada.

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Descrição

Ao pensar em animação japonesa “clássica”, é inevitável que venham à mente nomes como Osamu Tezuka, Katsuhiro Otomo ou Hayao Miyazaki e suas consagradas obras, como “Astroboy”, “Akira” e “A viagem de Chihiro”, com suas cores e animações de movimentos impecáveis, que se destacavam em meio à produção ocidental.

Muitos acreditam que a base da animação japonesa teria sido a animação ocidental. No entanto, como poderiam ser tão diferentes? Essa impressão é mesmo verdadeira?

É o que o livro “Animação japonesa: de 1907 até 1999” pretende dizer, ao trazer uma análise histórica e cultural da animação japonesa desde seus primórdios.

Somente você pode fazer este livro existir!

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